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TOGAF ADM: As 10 principais técnicas – Parte 7: Avaliação da Prontidão para Transformação Empresarial

Avaliação da Prontidão para Transformação Empresarial

A implementação bem-sucedida da transformação de arquitetura exige uma compreensão abrangente da prontidão de uma organização para mudar. Este processo de avaliação da prontidão envolve identificar e avaliar os fatores que afetam a capacidade da organização de se adaptar a novas tecnologias, processos e fluxos de trabalho.

Os seguintes são as atividades recomendadas na avaliação da prontidão de uma organização para enfrentar a transformação empresarial:

  1. Determine os fatores de prontidão que afetarão a organização:Isso envolve identificar os diversos fatores que influenciam a prontidão da organização para mudar, como sua cultura, estilo de liderança, estrutura, processos e infraestrutura de tecnologia. Esses fatores podem ser categorizados em áreas diferentes, como pessoas, processo, tecnologia, governança e cultura.
  2. Apresente os fatores de prontidão usando modelos de maturidade:Modelos de maturidade são frameworks que fornecem uma forma de avaliar o nível de maturidade de uma organização em uma área específica. Eles ajudam a fornecer uma linguagem comum e entendimento sobre a prontidão da organização para enfrentar a transformação empresarial. Um modelo de maturidade geralmente consiste em níveis que refletem níveis crescentes de capacidade, com cada nível construído sobre o anterior.
  3. Avalie os fatores de prontidão, incluindo a determinação das classificações dos fatores de prontidão:Uma vez que os fatores de prontidão tenham sido identificados e apresentados usando modelos de maturidade, a organização pode avaliar seu nível atual de maturidade em cada área. Isso envolve determinar uma classificação para cada fator de prontidão, com base no nível de capacidade que a organização alcançou nessa área.
  4. Avalie os riscos de cada fator de prontidão e identifique ações de melhoria para mitigar os riscos:Após avaliar os fatores de prontidão da organização, o próximo passo é avaliar os riscos associados a cada fator. Isso envolve identificar barreiras potenciais à mudança e desenvolver estratégias para mitigar esses riscos. As ações de melhoria podem incluir programas de treinamento, planos de comunicação, reestruturação de processos e atualizações de tecnologia.
  5. Integre essas ações ao Plano de Implementação e Migração da Fase E e F:O passo final é integrar os resultados da avaliação da prontidão ao plano de implementação e migração. Isso envolve desenvolver um roteiro detalhado para implementar as mudanças necessárias, identificar marcos-chave e atribuir responsabilidades aos interessados relevantes.

O processo de avaliação da prontidão ajuda as organizações a identificar obstáculos potenciais e desenvolver estratégias para superá-los, aumentando as chances de uma transformação bem-sucedida da arquitetura. Exige colaboração entre o pessoal corporativo, as linhas de negócio e os planejadores de TI para garantir que todos os aspectos da organização sejam considerados.

Determine os Fatores de Prontidão

O primeiro passo é determinar quais fatores afetarão a transformação empresarial associada à migração das Arquiteturas Base para as Arquiteturas Alvo. Isso pode ser melhor alcançado por meio da realização de um workshop facilitado com pessoas de diferentes áreas da organização. É importante buscar todas as perspectivas, pois os problemas serão variados. Nesse workshop é muito útil começar com uma lista provisória de fatores que os participantes possam reutilizar, rejeitar, complementar ou substituir. Por favor, sugira uma lista de Fatores de Prontidão para arquitetura empresarial.

Não existe uma lista preferencial de fatores que se aplique a todas as organizações, pois os fatores de prontidão que afetam uma transformação empresarial variam conforme o contexto e as circunstâncias únicas de cada organização. Algumas organizações podem dar mais importância a fatores como infraestrutura de tecnologia, enquanto outras podem priorizar recursos humanos ou considerações regulatórias. É importante identificar os fatores mais relevantes para a situação específica da organização. Dito isso, existem alguns fatores de prontidão comuns que as organizações podem considerar ao realizar uma avaliação de prontidão.

Aqui estão alguns outros exemplos:

  1. Cultura organizacional: o grau no qual a organização valoriza a inovação, embrace a mudança e promove uma cultura de melhoria contínua.
  2. Liderança e governança: a eficácia da liderança da organização em impulsionar a mudança, e o grau no qual as estruturas de governança apoiam a transformação.
  3. Processos de negócios: o nível de padronização, automação e otimização dos processos de negócios existentes, e a capacidade da organização de se adaptar a novos processos.
  4. Infraestrutura de tecnologia: a adequação, flexibilidade e escalabilidade da infraestrutura de tecnologia da organização para apoiar a transformação empresarial.
  5. Gestão de dados: a qualidade, disponibilidade e governança dos dados em toda a organização, e a capacidade de utilizar dados para apoiar decisões empresariais.
  6. Recursos humanos: o nível de engajamento dos funcionários e prontidão para mudança, e a disponibilidade das habilidades e recursos necessários para apoiar a transformação.
  7. Recursos financeiros: a disponibilidade de fundos para suportar os custos associados à transformação empresarial.
  8. Considerações regulatórias e legais: a capacidade da organização de cumprir regulamentações e exigências legais no contexto da transformação empresarial.
  9. Engajamento de partes interessadas: o grau no qual as partes interessadas em toda a organização, incluindo clientes, parceiros e fornecedores, estão engajadas e apoiando a transformação empresarial.
  10. Comunicação e gestão da mudança: a eficácia das estratégias de comunicação e gestão da mudança no apoio à adoção de novas arquiteturas e tecnologias.
  11. Gestão de fornecedores: a capacidade da organização de gerenciar efetivamente relações com fornecedores e parceiros externos no contexto da transformação.
  12. Experiência do cliente: o impacto da transformação na experiência do cliente e na capacidade da organização de gerenciar efetivamente esse impacto.
  13. Segurança cibernética: a adequação das medidas de segurança cibernética da organização no contexto da transformação.

É importante observar que esta não é uma lista exaustiva e que os fatores de preparação variarão conforme a organização e seu contexto específico. Mais uma vez, é importante adaptar a avaliação de preparação ao contexto específico da organização e identificar os fatores mais relevantes para os objetivos e metas da organização.

 

Aqui está um exemplo – Avaliação da Prontidão para Transformação Empresarial – Modelo de Maturidade MMatriz:

Fatores de Prontidão Nível 1: Esporádico Nível 2: Em Desenvolvimento Nível 3: Definido Nível 4: Gerenciado Nível 5: Otimizado Estado Alvo
Gestão de Mudanças As mudanças são feitas de forma esporádica, com pouca documentação ou controle. Processos para gerenciar mudanças estão sendo desenvolvidos, mas ainda não são padronizados ou totalmente documentados. Processos padronizados para gerenciar mudanças foram definidos e documentados, mas não são consistentemente seguidos. Os processos para gerenciar mudanças são consistentemente seguidos e o desempenho é medido, mas há análise limitada dos dados de desempenho. O desempenho dos processos de gestão de mudanças é continuamente analisado e otimizado para melhorar eficiência e eficácia. Nível 4: Gerenciado
Governança de TI A governança de TI não está claramente definida ou compreendida, e as decisões são tomadas de forma esporádica. A governança de TI está sendo desenvolvida, mas há limitada alinhamento com os objetivos e metas do negócio. As políticas e procedimentos de governança de TI foram definidos e alinhados com os objetivos e metas do negócio, mas a conformidade não é consistentemente monitorada. As políticas e procedimentos de governança de TI são consistentemente seguidos e a conformidade é monitorada, mas há análise limitada dos dados de desempenho. Os processos de governança de TI são continuamente analisados e otimizados para melhorar o alinhamento com os objetivos e metas do negócio. Nível 5: Otimizado
Habilidades e Treinamento Habilidades e treinamentos não estão bem definidos ou organizados, e há investimento limitado no desenvolvimento dos funcionários. Programas de habilidades e treinamentos estão sendo desenvolvidos, mas ainda não são padronizados ou totalmente documentados. Programas padronizados de habilidades e treinamento foram definidos e documentados, mas não são consistentemente seguidos. Programas de habilidades e treinamento são consistentemente seguidos e o desempenho é medido, mas há análise limitada dos dados de desempenho. O desempenho de programas de habilidades e treinamento é continuamente analisado e otimizado para melhorar o desenvolvimento e a retenção de funcionários. Nível 5: Otimizado
Infraestrutura de Tecnologia A infraestrutura de tecnologia não está bem definida ou organizada, e há investimento limitado em tecnologia. A infraestrutura de tecnologia está sendo desenvolvida, mas há alinhamento limitado com os objetivos e metas do negócio. Políticas e procedimentos de infraestrutura de tecnologia foram definidos e alinhados com os objetivos e metas do negócio, mas a conformidade não é monitorada de forma consistente. Políticas e procedimentos de infraestrutura de tecnologia são consistentemente seguidos e a conformidade é monitorada, mas há análise limitada dos dados de desempenho. Processos de infraestrutura de tecnologia são continuamente analisados e otimizados para melhorar o alinhamento com os objetivos e metas do negócio. Nível 5: Otimizado

Na última coluna, é indicado o estado alvo para cada fator de preparação, que pode ser baseado nos objetivos e metas da organização para a transformação. Isso ajuda a fornecer clareza sobre o que a organização está buscando alcançar e pode servir como guia para priorizar ações de melhoria.

Avaliar os Fatores de Preparação

A avaliação dos fatores de preparação é um passo crítico na transformação do negócio, e é melhor realizada por meio de um workshop multidisciplinar usando modelos de maturidade. O uso de modelos pode ajudar a acelerar a avaliação e garantir consistência em uma ampla gama de fatores.

A avaliação deve abranger três aspectos, a saber,

  • visão do fator de preparação,
  • avaliação do fator de preparação e
  • riscos e ações do fator de preparação.

A visão do fator de preparação envolve determinar para onde a empresa precisa evoluir para abordar o fator, com um estado base e um estado alvo. A avaliação do fator de preparação envolve determinar a importância de cada fator para alcançar a arquitetura-alvo e o quão desafiador será migrar o fator para um estado visionário aceitável.

Exemplo

aqui está um exemplo de uma Matriz de Avaliação de Preparação para Transformação Empresarial usando os fatores de preparação identificados anteriormente:

Não. Fator de Preparação Urgência Status de Preparação Grau de Dificuldade para Corrigir
1 Suporte e Liderança Executiva Alta Bom Nenhuma ação necessária
2 Estrutura Organizacional e Governança Justo Aceitável Moderado
3 Estratégia de Negócios e Objetivos Urgente Justo Difícil
4 Processos de Negócios e Operações Urgente Baixo Difícil
5 Gestão de Informações e Dados Alto Aceitável Moderado
6 Infraestrutura de Tecnologia e Aplicações Justo Aceitável Fácil
7 Gestão de Capital Humano Alto Justo Difícil
8 Recursos Financeiros e Orçamento Urgente Razoável Difícil
9 Conformidade Legal e Regulatória Razoável Bom Nenhuma Ação Necessária
10 Engajamento do Cliente e dos Interessados Alto Aceitável Moderado

Observação: Este é apenas um exemplo, e os fatores de preparação e seus níveis variarão de acordo com o contexto específico da organização e da iniciativa de transformação.

Resumo

O artigo discute a importância de avaliar a preparação de uma organização para a transformação de negócios ao migrar das Arquiteturas Base para as Arquiteturas Alvo. O primeiro passo é identificar os fatores que afetarão a transformação, o que pode ser alcançado por meio de um workshop facilitado. Esses fatores podem ser avaliados usando modelos de maturidade, com uma matriz gerada para classificar a preparação de cada fator em termos de urgência, status de preparação e grau de dificuldade para correção. A avaliação deve abranger três aspectos, a saber, visão do fator de preparação, classificação do fator de preparação e riscos e ações do fator de preparação. O artigo enfatiza a importância de uma abordagem multidisciplinar na avaliação e o uso de modelos para garantir consistência.

No geral, uma avaliação abrangente da preparação é crucial para o sucesso da transformação de negócios e pode ajudar a identificar e mitigar riscos associados à migração.

 

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